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Você utiliza áreas de trabalho virtuais?

Você sabe o que é área de trabalho virtual? Sabe pra que serve? É apenas um "efeito" bonito no desktop do seu Linux ou serve para alguma coisa? Esta função acompanha os ambientes gráficos de Linux há anos, mas pouca agente sabe do verdadeiro potencial dessa ferramenta.

Olhando a barra lateral do Ubuntu 11.04, você encontrará a opção abaixo.


No Kubuntu a opção é esta e fica localizada na barra de tarefas do KDE:


Mas pra que serve isso? As áreas de trabalho virtuais permitem que você organize suas janelas agrupando, por exemplo, por atividade, dispensando a necessidade de utilizar um monitor auxiliar. 

Para ilustrar uma situação, imagine que você trabalha em um notebook utilizando um determinado sistema o dia inteiro.  Você conecta um monitor à saída auxiliar do notebook e amplia área de trabalho à este monitor. Nele você coloca uma planilha para ficar trabalhando algumas vezes durante o dia. Mas você olha para as duas telas ao mesmo tempo? Claro que não. Então porque ficar duas telas ligadas ao mesmo tempo e gastando energia à toa? 

Com o recurso de área de trabalho virtual, você pode trabalhar com várias áreas de trabalho, agrupando por atividade e, quando quiser utilizar um aplicativo que está em outra área, basta clicar no alternador de espaços para ver todas as áreas disponíveis. Veja o exemplo abaixo.


Neste exemplo, estão sendo exibidas 4 áreas de trabalho. Estas podem conter vários programas diferentes. Por exemplo, na primeira conter programas relacionados à internet como Firefox, na segunda uma janela do BrOffice, na terceira uma janela do Netbeans e a quarta fica livre.



E as janelas não são fixas na área em que foi aberta. Para enviar uma janela para outra área de trabalho, basta clicar no alternador de espaços, clicar na janela desejada e arrastar para outra área de trabalho. Outro modo é, com a janela em foco, segurar as teclas CTRL+ALT+SHIFT e pressionar a seta do teclado para a área de trabalho desejada. Por exemplo, para enviar para a área de trabalho à direita, pressione seta para direita; para esquerda, pressiona seta para esquerda; para baixo, seta para baixo; e finalmente para cima, pressiona a seta para cima no seu teclado.

No Ubuntu 11.04, além de poder utilizar o botão para alternar os espaços, você pode utilizar a combinação de teclas CTRL+ALT e pressionar as setas do teclado para a área de trabalho desejada, ou segurar a tecla Super (janela do Windows) e apertar S.

Se familiarize com este recurso e aproveite. Ele pode contribuir e muito com o aumento de produtividade. E o principal: você irá economizar energia elétrica.


Tabela com os atalhos do Unity

O Ubuntu 11.04 chegou cheio de novidades e uma delas é a nova interface Unity. Esta suporta diversos atalhos pelo teclado. 

Para conhecer as suas possibilidades, há uma tabela de atalhos. Veja abaixo:


Fonte: http://askubuntu.com/questions/28086/unity-keyboard-mouse-shortcuts

Raio X completo do Ubuntu 11.04 Natty Narwhal


 Como todos sabem, está agendado para o próximo final de semana o lançamento da nova versão do Ubuntu. Esta versão promete muitas alterações e, dentre todas, a mais comentada é a utilização do Unity como interface padrão. Para conferir todas essas novidades, decidi fazer o download da versão Beta 2 disponível para download no site oficial do Ubuntu através do link http://www.ubuntu.com/testing/natty/beta.

A princípio fiz o download da versão 32bit para testar no Virtualbox 4.0.4 rodando sob o Ubuntu 10.10. Não consegui fazer a interface Unity funcionar na máquina virtual mesmo realizando passos descritos em diversos tutoriais disponíveis na internet. Então decidi realizar o download da versão 64bit para testar através de pendrive de boot. Foi aí que não resisti e instalei o sistema, mesmo que ainda beta. Estou há alguns dias utilizando no meu notebook a versão 64bit e tenho explorado muito a nova interface e recursos.

O ponto principal, o Unity, realmente é a atração principal dessa nova versão do Ubuntu 11.04. Ao contrário do que muitos acham, o Ubuntu não abandonou o Gnome. O desktop está rodando sob o Gnome, porém com os painéis do Unity, antigo conhecido dos usuários da versão Netbook Remix. Esta nova interface traz consigo vários recursos disponíveis no Compiz Fusion até então pouco utilizados pelos usuários. A tão comentada barra de docks está presente na lateral esquerda do desktop. Muitos se perguntam o porque dessa posição. Creio que seja para centralizar todo o controle dos menus deste lado, já que o menu principal também está na esquerda.

Nova área de trabalho do Ubuntu com Unity
Outra mudança presente é a reformulação das barras. A barra inferior deixa de existir. A barra superior se funde à barra de títulos e funciona de modo híbrido, ou seja, a barra de menus passa a ser apresentada nesse espaço quando posicionamos a seta do mouse sobre ela. A mudança não é apenas estética, mas sim funcionalidade. Pensem comigo, porque exibir o tempo todo menus que não são utilizados a cada segundo? Porque não os exibir apenas quando são necessários? O resultado disso é um aumento bem significativo na área visível do desktop. Com isso a experiência de navegação na web e edição de textos melhorou e muito. Há uma sensação até de que a tela do meu notebook ficou maior :)

Ainda falando sobre a barra, os ícones possuem animações específicas. Ao clicar para abrir um programa fixo na barra, o ícone pisca e oculta a barra de docks ao se maximizar a janela. Para acessá-la, basta chegar o mouse no conto esquerdo. Ao abrir um novo programa, o seu ícone aparece até a metade para mostrar ao usuário onde encontrá-lo e se oculta. E se houver algum programa que requer interação com o usuário, o seu ícone aparece no canto esquerdo e "se chacoalha" para chamar atenção do usuário. Notei isso com o gerenciador de downloads do Firefox 4 ao finalizar um download. Muito interessante em termos de funcionalidades e visualmente é super agradável.
Há botões na barra de docks para exibir as áreas de trabalho virtuais, acessar aplicativos, ativar a busca e a lixeira. Novos ícones podem ser adicionados à barra. O menu principal agora trabalha bastante com busca de aplicativos e arquivos, como já acontece com Mac OS X e o Windows 7.

Ao pressionar ALT+F2 para abrir a caixa de executar comando, é apresentado um menu no mesmo padrão do menu de busca e ao digitar o comando, é feita uma busca instantânea do que está sendo digitado. Além disso são listados os últimos comandos digitados, o que agiliza muito comandos rotineiros. 


O instalador possui novas telas de apresentação e uma alteração nesta nova versão é a possibilidade de atualizar o Ubuntu 10.10 a partir do live cd. Esta era uma opção que eu sentia muita falta. Quando utilizava os CDs antigos de instalação, hoje chamados alternates, eu achava muito prático para atualizar o sistema sem sobrecarregar tanto a internet. Porém fica uma sugestão minha para os desenvolvedores: impedir a atualização de versão quando são utilizadas plataformas diferentes. Ele me permitiu atualizar utilizando o instalador 32bit do Ubuntu 11.04, sendo que eu possuía a versão 64bit instalada. Isso provocou alguns erros no final da atualização e os aplicativos não foram restaurados.

Percebi outras falhas no menu de busca quando se utiliza caracteres ABNT2. Por exemplo, se você digitar "ç", "~" e outros caracteres do tipo, a acentuação falha, saindo antes da letra como se pode ver abaixo.

O Banshee estava todo em inglês, porém espero que até o lançamento esteja traduzido, visto que seu status de tradução no Launchpad é de 100% (consulte aqui a lista de pacotes traduzidos). A primeiro momento o achei um pouco lento para indexar as músicas e o programa chegou a parar de responder em alguns momentos. Possuo cerca de 10GB de arquivos de música. Porém ao finalizar estava tudo listado na biblioteca e inclusive o Banshee baixou todas as capas dos álbuns. Ponto para o Banshee! Ele também está integrado com o menu de volume do Unity.

Banshee entra em cena no lugar do Rhythmbox
Outra alteração é substituição do OpenOffice pelo LibreOffice. Visualmente, com exceção dos logos e ícones, o programa é a mesma coisa que o OpenOffice. Porém notei que realmente ele carrega mais rápido. Um detalha interessante para o Brasil: escolhendo o idioma português do Brasil, automaticamente o OpenOffice é exibido como BrOffice, o que demonstra uma atenção especial com o Brasil.


O Ubuntu One agora está mais bem acabado e possui um painel de controle com todas as funções e configurações centralizadas. Nele você gerencia seus arquivos, o que será sincronizado com a nuvem, instala e habilita novos tipos de sincronização e muito mais. Há também opções de feedback pelo Twitter e pelo Facebook.

Ubuntu One reformulado e com um ótimo painel
A Central de Programas do Ubuntu agora possui suporte a avaliação dos softwares disponíveis, com pré requisitos de você já o ter instalado e possuir uma conta gratuita Ubuntu, a mesma do Launchpad. Muito útil não apenas para os desenvolvedores avaliarem os programas disponíveis, mas também para os usuários conhecerem a experiência de outros que baixaram o programa.



O GRUB agora está utilizando a resolução nativa da minha tela, mas ainda não possui personalizações gráficas do Ubuntu como visto em outras distribuições como openSuse e Fedora.

O Empathy, software padrão de mensagens instantâneas, agora possui suporte a status invisível no protocolo Google Talk. Isto resolve uma limitação chata da versão antiga e um bug quando se utiliza múltiplos protocolos, como Windows Live. Antes você definia o seu status global como invisível. Como o Google Talk não suportava este status, todas as contas, inclusive o Windows Live passavam para ocupado. Ainda não testei o suporte a conversa por áudio e vídeo, mas percebi que os mesmos estão presentes.

O desempenho do sistema no meu notebook de modo geral foi muito bom. O sistema inicia rápido, desliga em um piscar de olhos e não apresentou travamentos. A utilização de memória está praticamente a mesma que da versão anterior do Ubuntu.

Um detalhe que achei falho é a localização da opção de configurações do sistema. Esta está localizada no botão de desligamento, o que acho um erro de interface. Porque eu tenho que apertar um botão de desligamento para configurar o sistema? Seria mais interessante incluir um ícone na barra de docks.

Resumindo, esta versão está recheada de mudanças, quebrando diversos paradigmas e dará muito o que falar. Muita gente vai estranhar um pouco a nova interface, mas utilizando no dia-a-dia irá se acostumar. Agora se mesmo assim, você não gostar da nova interface, basta escolher na tela de logon do Ubuntu a opção de sessão Ubuntu Clássico. Ele carregará os menus clássicos do Gnome.


Pessoalmente, fiquei muito impressionado e entusiasmado com o Beta2. Vi um sistema ultra moderno com um foco em usabilidade da interface jamais visto em outras distribuições Linux. Não vejo apenas preocupação em personalizar artes, cores e papeis de parede. Vi uma preocupação enorme em usabilidade e experiência com o usuário. Tudo isso "me prende" ainda mais ao Ubuntu que já é minha distribuição padrão há mais de 6 anos.

Ubuntu e suas quebras de paradigmas

Restando poucos dias para o lançamento do Ubuntu 11.04 Natty Narwhal, previsto para o dia 28 de abril, muito está sendo falado sobre a sua nova interface padrão chamada Unity no lugar o Gnome. Esta alteração tem sido muito comentada em fóruns de discussão, listas de e-mails, sites especializados, etc. Além dessa alteração, na minha opinião a maior desde a adoção do Upstart substituindo o tradicional Init no Ubuntu 6.10, há diversas outras dentre as quais destaco:

  • Substituição do OpenOffice pelo LibreOffice como suíte padrão de escritório;

  • Substituição do Rhythmbox pelo Banshee como player padrão;
  • Possibilidade de compartilhar reviews dos programas disponíveis na Central de programas Ubuntu por redes sociais via Gwibber, além de poder avaliá-los;
  • Alteração da nomenclatura das versões. A partir desta versão não será mais utilizado a palavra "Edition". Ou seja, é Ubuntu Desktop e Ubuntu Server;
  • Com a utilização Unity, deixa de existir a versão Netbook Remix;
  • Suporte à interface multitouch;
  • Mozilla Firefox 4;

  • Aperfeiçoamento e novos recursos no Ubuntu One.
Para ver a lista completa das novidades, confira em http://www.ubuntu.com/testing/natty/beta (link referente ao Beta 2, disponível na data de publicação desse artigo).

Como se pode ver, esta versão reservar muitas novidades. E é neste ponto em que o Ubuntu vem se destacando dentre as diversas distribuições Linux disponíveis e hoje é a distribuição no centro das atenções. 

Quem aqui não se lembra da polêmica alteração da posição dos botões fechar, minimizar e maximizar das janelas? A princípio também estranhei. Mas hoje acho que foi uma boa alteração. Pense bem, onde estão os menus Arquivo, Editar, Ferramentas, Ajuda, etc de todos os programas? Não estão alinhados à esquerda? Então porque não manter todo o controle à esquerda? Isso é pensar em usabilidade na interface e não apenas seguir um padrão simplesmente porque a grande maioria segue. 

Botões alinhados à esquerda, assim como os menus dos programas

E a tão comentada interface Unity? Porque o Ubuntu não partiu para o Gnome 3 com suas profundas alterações na interface? Há algumas divergências entre a Canonical com o Gnome e foi decidido que o Ubuntu utilizaria os painéis do Unity ao invés do Gnome Shell implementado no Gnome 3. Mas espera aí? O Unity não é um ambiente como o KDE ou Gnome? A resposta é: NÃO! O Ubuntu continua usando o Gnome, porém implementou seu próprio painel no Gnome. E este painel se dá o nome de Unity. O Unity conta com o gerenciador de janelas Compiz. Com isso o ambiente passa a utilizar melhor dos recursos de composição 3D. E quem não possui uma placa compatível, poderá utilizar a versão Unity 2D.

Vejam algumas telas da nova interface e vídeos:




 



Esta versão do Ubuntu promete muitas novidades e todas cairão muito bem. Ubuntu tem quebrado vários paradigmas e não é apenas mais uma distribuição disponível. Ubuntu não é "mais do mesmo". E com a futura substituição do XORG pelo Wayland nos prova que alterações ousadas do Ubuntu não irão parar por aí.